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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Jogos e brincadeiras na Educação Infantil

Jogos e Brincadeiras na Educação Infantil RESUMO CUSTÓDIO CARVALHO Rosenilda RAMIREZ SALINA Elis Regina Jogos e brincadeiras na Educação Infantil ano 2012. Centro de Educação Infantil CEI -Frei Everardo Kremper Este artigo apresenta algumas considerações sobre o jogo na concepção de Piaget, Vygotsky e Wallon e sua importância na educação infantil, destacando a necessidade destes para o desenvolvimento da criança. A infância é fascinante, durante a vida é neste período que exteriorizamos nossos sentimentos, nossas experiências e fundamentalmente nossa criatividade da forma mais espontânea que existe: brincando. Através do jogo a criança interage com a realidade e estabelece relações com o mundo em que vive. Buscou-se de forma sintética as mais relevantes contribuições dos autores supracitados para o entendimento dos jogos e brincadeiras como possibilidades de desenvolvimento para as crianças na educação infantil. O brincar da criança, visto do prisma aqui apresentado, não pode ser considerado uma atividade complementar a outras de natureza dita pedagógica, mas sim como atividade fundamental para a constituição de sua identidade cultural e de sua personalidade. . Palavras chaves: Criança, Jogo, Brincadeira e Desenvolvimento. INTRODUÇÃO É preciso dizer que a brincadeira acontece onde quer que a criança se encontre, independente do local. Basta um pequeno estímulo para que sua imaginação a leve para um mundo repleto de criatividade e movimento, expressando o seu interior. Diariamente nos deparamos com os mais diversos tipos de relações e estas são inererentes ao meio em que vivemos. O ser humano por sua natureza é expressivo, afetivo, mas muitas vezes, por algum motivo, essas qualidades são bloqueadas. É necessário trabalhar as emoções, independente da idade. Sendo o adulto um educador, e ele deverá procurar ter consciência de suas limitações a fim de superá-las. Um adulto bem informado e preparado terá condições de intervir e proporcionar com maior intensidade o desenvolvimento da criança, pois o brincar na escola tem também uma função informativa para o professor. É importante que a ação do educador se oriente no sentido de ampliar o repertório das crianças, não só do ponto de vista lingüístico, como também do cultural. Cabe ao educador a tarefa de alimentar o imaginário infantil, de forma que as atividades das crianças se enriqueçam, tornando-se mais complexas pelas relações que se vão estabelecendo. Ao educador cabe, então, tendo em vista a compreensão e o conhecimento da evolução das crianças, pensar que tipo de atividade propor, tendo clareza de intenção, isto é, sabendo o que as crianças podem desenvolver com a atividade proposta. Um segundo ponto, também fundamental, é o encaminhamento da atividade, ou seja, a definição de como ela será realizada, prevendo a ocupação do espaço e o limite do tempo, de acordo com a natureza da própria atividade, permitindo a realização dos movimentos em sua amplitude. Assim pode-se dizer que o brincar da criança não pode ser considerado uma atividade complementar a outras de natureza dita pedagógica, mas sim como atividade fundamental para a constituição de sua identidade cultural e de sua personalidade. O JOGO NA CONCEPÇÃO DE ALGUNS AUTORES O jogo na concepção de Piaget Para Piaget (1978), a origem das manifestações lúdicas acompanha o desenvolvimento da inteligência vinculando-se aos estágios do desenvolvimento cognitivo. Cada etapa do desenvolvimento está relacionada a um tipo de atividade lúdica que se sucede da mesma maneira para todos os indivíduos. Outro conceito essencial da teoria sobre o jogo é a relação deste com o processo de adaptação, que implica dois processos complementares: a assimilação e a acomodação. A assimilação se caracteriza como o processo pelo qual a criança, quando se depara com determinados problemas do mundo externo, utiliza, para resolvê-los, estruturas mentais já existentes. A acomodação é o processo pelo qual a criança, quando se depara com o problema e não consegue resolver com as estruturas existentes, modifica-as. Para Piaget, as crianças adaptam-se ao ambiente, através do processo de equilibração. Este conceito piagetiano se evidencia na atividade lúdica infantil à medida que as crianças, ao jogarem, assimilam novas informações e acomodam-nas às suas estruturas mentais. Piaget (1978), identifica três grandes tipos de estruturas mentais que surgem sucessivamente na evolução do brincar infantil: o exercício, o símbolo e a regra. O jogo de exercício, representa a forma inicial do jogo na criança e caracteriza o período sensório-motor do desenvolvimento cognitivo. Manifesta-se na faixa etária de zero a dois anos e acompanha o ser humano durante toda a sua existência, da infância à idade adulta. O jogo de exercício não supõe o pensamento nem qualquer estrutura representativa especificamente lúdica. De acordo com Piaget (1978), o jogo simbólico tem início com o aparecimento da função simbólica, no final do segundo ano de vida, quando a criança entra na etapa pré-operatória do desenvolvimento cognitivo. Um dos marcos da função simbólica é a habilidade de estabelecer a diferença entre alguma coisa usada como símbolo e o que ela representa, seu significado. Sendo assim, concebendo a estrutura do símbolo como instrumento de assimilação lúdica, Piaget observa que durante o desenvolvimento da criança, surgem novos e diversos símbolos lúdicos que determinam à evolução do jogo simbólico. meios para compensar, liquidar, nos casos onde o jogo até então era indispensável. Para Piaget (1978), o jogo de regras constitui-se os jogos do ser socializado e se manifestam quando, por volta dos 4 anos, acontece um declínio nos jogos simbólicos e a criança começa a se interessar pelas regras. Não se identifica nos jogos de regras segundo Piaget (1978) o processo de involução. Estes, se desenvolvem e se mantém por toda a vida, como é o caso dos esportes, cartas e outros. Neste sentido, para o autor supracitado, o jogo de regras apresenta um equilíbrio entre a assimilação ao eu e a vida social, marcando a passagem do jogo infantil para o jogo adulto. As regras conferem legitimidade ao jogo, inserindo, na competição, uma disciplina coletiva e uma moral de honra. Portanto, Piaget (1978) forneceu uma percepção sobre as crianças que serve como base de muitas linhas educacionais atuais. De fato, suas contribuições para as áreas da Psicologia e Pedagogia são imensuráveis. O jogo na concepção de Vygotsky Vygostky (1999) estabelece uma relação estreita entre o jogo e a aprendizagem, atribuindo-lhe uma grande importância. Para que possamos melhor compreender essa importância é necessário que recordemos algumas idéias de sua teoria do desenvolvimento cognitivo. A principal é que o desenvolvimento cognitivo resulta da interação entre a criança e as pessoas com quem mantém contatoregular. Convém lembrar também que o principal conceito da teoria de Vygotsky é o de zona de desenvolvimento proximal, que ele define como a diferença entre o desenvolvimento atual da criança e o nível que atinge quando resolve problemas com auxílio, o que leva à conseqüência de que as crianças podem fazer mais do que conseguiriam fazer por si só. Conforme Vygotsky (1999), não é todo jogo da criança que possibilita a criação de uma zona de desenvolvimento proximal, do mesmo modo que nem todo o ensino o consegue; porém, no jogo simbólico, normalmente, as condições para que ela se estabeleça estão presentes, haja vista que nesse jogo estão presentes uma situação imaginária e a sujeição a certas regras de conduta. Sendo assim, o autor supramencionado, afirma que as regras são partes integrantes do jogo simbólico, embora, não tenham o caráter de antecipação e sistematização como nos jogos habitualmente regrados. Ao desenvolver um jogo simbólico a criança ensaia comportamentos e papéis, projeta-se em atividades dos adultos, ensaia atitudes, valores, hábitos e situações para os quais não está preparada na vida real. Vygotsky, (1999), também detecta no jogo outro elemento a que atribui grande importância: o papel da imaginação que coloca em estreita relação com a atividade criadora. Ele afirma que os processos de criação são observáveis principalmente nos jogos da criança, porque no jogo ela representa e produz muito mais do que aquilo que viu. Na visão sócio-histórica de Vygotsky (1999), a brincadeira, o jogo, é uma atividade específica da infância, em que a criança recria a realidade usando sistemas simbólicos. Essa é uma atividade social, com contexto cultural e social. A noção de zona proximal de desenvolvimento interliga-se, portanto, de maneira muito forte, à sensibilidade do professor em relação às necessidades e capacidades da criança e à sua aptidão para utilizar as contingências do meio a fim de dar-lhe a possibilidade de passar do que sabe fazer para o que não sabe.Assim sendo, as brincadeiras que são oferecidas à criança devem estar de acordo com a zona de desenvolvimento em que ela se encontra, desta forma, pode-se perceber a importância do professor conhecer a teoria de Vygotsky. O jogo na concepção de Wallon Wallon foi um estudioso que se dedicou ao psiquismo humano na perspectiva genética, ou seja, ele defendeu a gênese da pessoa, na qual justifica o seu interesse pela evolução psicológica da criança. Segundo Ferreira (2003), a psicogenética walloniana oferece subsídios para reflexão sobre as práticas pedagógicas. Ele considera que não é possível selecionar um único aspecto do ser humano e perceber o desenvolvimento nos vários campos funcionais nos quais se distribuem a atividade infantil (afetivo, motor e cognitivo). Pois o estudo do desenvolvimento humano deve considerar o sujeito como geneticamente social e estudar a criança contextualizada, nas relações com o meio. Para Ferreira (2003), partindo desse pressuposto, podemos dizer que a infância é um momento real e distinto de todos os outros, por isso mesmo, deve ser considerado de acordo com as suas peculiaridades. É neste período que expressamos nossos sentimentos, nossa criatividade da forma mais espontânea possível quando as atividades lúdicas são predominantes. Sabemos que é através das brincadeiras que as crianças estabelecem relação com o meio, interagem com o outro, para construir a própria identidade e desenvolver sua autonomia. Segundo Winnicott (1975), o brincar facilita o crescimento e, em conseqüência, promove o desenvolvimento. Uma criança que não brinca não se constitui de maneira saudável, tem prejuízos no desenvolvimento motor e sócio/afetivo. Possivelmente tornar-se-á apática diante de situações que proporcionam o raciocínio lógico, a interação, a atenção. "Brincar é parte integrante da vida social e é um processo interpretativo com uma textura complexa, onde fazer realidade requer negociações do significado, conduzidas pelo corpo e pela linguagem". Ferreira (2003, p. 84) Segundo Espíndola (2002), em sua teoria Wallon mostra que é através da imitação que a criança vive o processo de desenvolvimento que é seguido por fases distintas, no entanto, é a quantidade de atividades lúdicas que proporcionarão o progresso, e diante do resultado, temos a impressão que a criança internalizou por completo o aprendizado, mas, ela só comprova seu progresso através dos detalhes. Wallon (1981), compreende que as etapas do desenvolvimento evidenciam atividades em que as crianças buscam tirar proveito de tudo. Os jogos comprovam as múltiplas experiências vividas pelas crianças, como: memorização, enumeração, socialização, articulação, sensoriais, entre outras. Debruçando-se nas idéias de Wallon, percebe-se que os jogos para a criança são progressão funcional , já para o adulto é regressão, “porque o que existe é adesintegração global da sua atividade face ao real" Wallon (1981, p. 79). Ou seja, para o adulto acontece o contrário, pois ao longo da vida o homem se aborrece por ser criança e quer o mais rápido possível se desligar completamente das atividades lúdicas, aproximando-se de atividades como o trabalho. Posteriormente deseja ser criança outra vez, então relaxa quando está ao lado de uma criança, se permitindo realizar atividades sem compromisso. Percebe-se que sua concepção diz que, o lúdico e infância não podem ser dissociados, toda atividade da criança deve ser espontânea, livre de qualquer repressão, antes de tornar-se subordinada a projetos de ações mais extensas e transformadas. Portanto, o jogo é uma ação voluntária, caso contrário, não é jogo, mas sim trabalho ou ensino. O papel do adulto e educador se faz necessário numa vivência em todas as fases da infância, pois é importante ter atrelado ao seu auto-conhecimento e autoconsciência, o conhecimento teórico. Desta forma, ele estará preparado para intervir no jogo infantil, de maneira adequada, destacando o progresso e proporcionando mais crescimento. O adulto deve ser um facilitador do jogo e não um jogador. Brincar com criança não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados, em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem. CONCLUSÃO Brincar na escola não é exatamente igual a brincar em outras ocasiões, porque a vida escolar é regida por algumas normas que regulam as ações das pessoas e as interações entre elas e, naturalmente, estas normas estão presentes, também, na atividade da criança. A utilização do brincar como recurso pedagógico tem de ser vista, primeiramente, com cautela e clareza. Brincar é uma atividade essencialmente lúdica se deixar de sê-lo, descaracterizar-se-á como jogo ou brincadeira. O brincar também promove a constituição do próprio indivíduo. Incluir o jogo e a brincadeira na escola tem como pressuposto, então, o duplo aspecto de servir ao desenvolvimento da criança, enquanto indivíduo, e á construção do conhecimento, processos estes intimamente interligados. Portanto, o brincar, como forma de atividade humana que tem grande predomínio na infância, encontra, assim, seu lugar no processo educativo. Sua utilização promove o desenvolvimento dos processos psíquicos, dos movimentos, acarretando o conhecimento do próprio corpo, da linguagem e da narrativa e a aprendizagem de conteúdos de áreas específicas, como as ciências humanas e exatas. Referências bibliográficas ______. Jogo e Educação. Porto Alegre: Artes médicas, 1998. ______. Brinquedos e companhia. São Paulo: Cortez, 2004. OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsk: Aprendizagem e Desenvolvimento um Processo Sócio - histórico. São Paulo: Scipione, 2000, 111p. PIAGET, Jean. Seis estudos de psicologia. (Trad.) Maria Alice M. D’Amorim; Paulo S. L. Silva. 13. ed. Rio de Janeiro: Forense, 1971. VYGOTSKY, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo, Martins Fontes, 2001. ______. A formação social da mente. São Paulo, Martins Fontes, 2003. WALLON, Henri. A afetividade proprioplática. In: NADELBRULFERT J & WEREBE, M.J.G. Henri Wallon (antologia). São Paulo: Ática, 1986. APUD ARANTES, 1981. ______. A evolução psicológica da criança. Lisboa: Edições 70, 1981. LA TAILLE, Yves. Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão/ Yves de La Taille, Marta Koll de Oliveira, Heloísa Dantas - São Paulo: Summus,1992.ed.19. WINNICOTT.D.W. O Brincar e a Realidade. RIO DE JANEIRO –RJ. Editora IMAGO,1975.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

PROJETO OLIMPIADA

CENTRO EDUCACIONAL FREI EVERARDO KREMPER HELENILDA ARAUJO DE LIMA PROJETO OLIMPÍADA RIO BRILHANTE M/S OUTUBRO DE 2012 SUMÁRIO JUSTIFICATIVA 03 OBJETIVOS 05 METODOLOGIA 06 CRONOGRAMA 07 AVALIAÇÃO 08 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 09 JUSTIFICATIVA O Centro de Educação Infantil Frei Everardo Kremper está inserido na Zona Urbana de Rio Brilhante, localizado no Bairro Olímpico, atende 180 crianças de 4 meses a 4 anos. A maioria é de baixa renda. Os alunos estão desenvolvendo a coordenação motora e resolvemos fazer o projeto Olimpíadas para desenvolver esta habilidade, sendo que este tema também está inserido em nossa Proposta Pedagógica. O jogo possibilita inúmeras alternativas para que o aluno aprenda e trabalhe a coordenação motora, como enfatizam os Referencias Curriculares Nacionais (1998, p.32) “As instituições de educação infantil devem assegurar e valorizar, em seu cotidiano, jogos e brincadeiras que contemplem a progressiva coordenação dos movimentos e o equilíbrio das crianças. Os jogos de regras trazem também a oportunidade de aprendizagens sociais, pois ao jogar, as crianças aprendem a competir, e colaborar umas com as outras, a combinar e respeitar regras”. É no brincar que a criança interage com o mundo, desenvolve sua criatividade amplia seus conhecimentos, como Wallon (1979, p.210) afirmou sobre a importância do movimento na Educação Escolar “A criança concebe o grupo em função das tarefas que o grupo pode realizar, dos jogos a que pode entregar-se com seus camaradas de grupo, e também das contestações, dos conflitos que podem surgir nos jogos onde existem duas equipes antagônicas.” Segundo Froebel (2002, p. 4): “...as brincadeiras são o primeiro recurso no caminho rumo a aprendizagem. Não são apenas diversão, mas um modo de criar representações do mundo concreto com a finalidade de entendê-lo.” Sendo assim a criança aprende brincando, então utilizaremos o jogo para trabalhar os conteúdos da Proposta Pedagógica como: alfabeto, números, quantidades, cores, formas geométricas. OBJETIVOS Objetivo Geral Desenvolver a coordenação motora, a criatividade, a socialização por meio de atividades lúdicas. Objetivos Específicos Estimular a coordenação motora ampla e grossa; Trabalhar a socialização; Estimular a competição saudável; Estimular a capacidade de lidar com as questões de ganhar e perder; Estimular a imaginação; Desenvolver a criatividade; Desenvolver a expressão corporal; Desenvolver a linguagem verbal; Desenvolver a expressão de sentimentos, sensações; Desenvolver a capacidade de emitir opiniões e de argumentar; METODOLOGIA Selecionar os jogos que serão treinados de março a julho. Apresentar um jogo diferente por dia, colocando para as crianças as regras e normas. Ensaiar entre duas salas jogos que se adaptem as crianças. Escolher o mascote que carregará a tocha. Selecionar as crianças que levarão as bandeiras ( Brasil, Mato Grosso do Sul, Rio Brilhante, Frei Everardo Kremprer e das três cores: vermelho, amarelo, azul). Organizar os coletes que as crianças usarão no dia da olimpíada. A coordenadora, junto com a direção, escolherá a cor do colete que cada professora e auxiliar vestirá. A ficha com os jogos e materiais utilizados no dia da olimpíada ficará sob a organização da coordenadora. A secretaria ficará encarregada de marcar a pontuação de cada equipe e a classificação final. Para finalizar, haverá entrega de medalhas e troféus. Recursos Materiais: Troféus e medalhas, EVA, TNT ( AMARELO, AZUL E VERMELHO), bolas, cones, caixas de fósforo, barbantes, frutas como maçã e laranja, cadeiras, caixas de papelão, brinquedos variados, bastão, monociclo, cordas, colheres. Recursos Humanos: Professora, alunos, coordenadoras pedagógicas, diretora, entre outros. CRONOGRAMA Atividade Nível I A (01 hora/aula em cada data) Nível I B (01 hora/aula em cada data) Nível II A (01 hora/aula em cada data) Nível II B (01 hora/aula em cada data) Nível II C (01 hora/aula em cada data) Nível II D (01 hora/aula em cada data) PRÉ I A (01 hora/aula em cada data) A coordenadora apresentará os jogos para os professores 05/03 06/03 07/03 12/03 13/03 14/03 15/03 Treinamento dos jogos sob a supervisão da coordenadora 19/03 a 30/03 19/03 a 30/03 19/03 a 30/03 19/03 a 30/03 19/03 a 30/03 19/03 a 30/03 19/03 a 30/03 Apresentação de novos jogos para ensaios 02/04 02/04 03/04 03/04 04/04 04/04 04/04 Treinamento dos jogos sob a supervisão da coordenadora 09/04 a 27/04 09/04 a 27/04 09/04 a 27/04 09/04 a 27/04 09/04 a 27/04 09/04 a 27/04 09/04 a 27/04 Escolha da criança que será mascote e que carregarão bandeiras 02/05 02/05 02/05 02/05 02/05 02/05 02/05 Treinamento dos jogos sob a supervisão da coordenadora 03/05 a 31/05 03/05 a 31/05 03/05 a 31/05 03/05 a 31/05 03/05 a 31/05 03/05 a 31/05 03/05 a 31/05 Ensaio entre as salas 01/06 01/06 01/06 01/06 01/06 01/06 01/06 Treinamento dos jogos sob a supervisão da coordenadora 04/06 a 04/07 04/06 a 04/07 04/06 a 04/07 04/06 a 04/07 04/06 a 04/07 04/06 a 04/07 04/06 a 04/07 Seleção de músicas para a ginana 25/06 a 29/06 25/06 a 29/06 25/06 a 29/06 25/06 a 29/06 25/06 a 29/06 25/06 a 29/06 25/06 a 29/06 Confecção de coletes 02/07 a 04/07 02/07 a 04/07 02/07 a 04/07 02/07 a 04/07 02/07 a 04/07 02/07 a 04/07 02/07 a 04/07 Para finalizar será realizada uma gincana das cores 05/07 05/07 05/07 05/07 05/07 05/07 05/07 AVALIAÇÃO A avaliação ocorrerá todos os dias, observando se as crianças estão desenvolvendo as habilidades propostas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL, Referencial Curricular Para a Educação Infantil. Vol. 3. Brasília: MEC/SEI, 1998. FROEBEL, Friedrich. O Pedagogo dos Jardins de Infância. 1º. ed. Petrópolis - RJ: Vozes, 2002 WALLON, Henri. Do acto ao pensamento. Ensaio de psicologia comparada. Lisboa: Moraes Editora 1979.

PROJETO CANTIGA DE RODA

CENTRO EDUCACIONAL FREI EVERARDO KREMPER HELENILDA ARAUJO DE LIMA PROJETO CANTIGA DE RODA RIO BRILHANTE M/S AGOSTO DE 2012 SUMÁRIO JUSTIFICATIVA 03 OBJETIVOS 05 METODOLOGIA 06 CRONOGRAMA 08 AVALIAÇÃO 09 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 10 JUSTIFICATIVA A unidade escolar onde será desenvolvido o projeto é o Centro Educacional Frei Everardo Kremper, que está localizado no bairro Olímpico, no município de Rio Brilhante. Neste ano de 2012, o centro atende 180 crianças de 4 meses a 4 anos. A maioria das crianças atendidas pertence às classes sociais de baixa renda. Os alunos estão desenvolvendo a fala e detectamos a necessidade da oralidade ser estimulada. Muitas destas crianças convivem com músicas de letras inadequadas para a idade e como estamos vivendo em uma era onde a tecnologia está cada vez mais presente no cotidiano delas, muitas deixam de estar juntas, de conversar de socializar experiências e informações. Pensando nisto, resolvemos incorporar cantigas de roda em nossa rotina. As cantigas de roda ajudam a embalar a infância, a prolonga-la e dessa forma permitem que elas continuem sendo crianças por mais tempo e também contribuem para melhorar a comunicação entre elas. Ou seja, “A música é a linguagem que se traduz em formas sonoras capazes de expressar e comunicar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio da organização e relacionamento expressivo entre o som e o silêncio”. (BRITO 1998, p.45) O conteúdo música faz parte de nossa Proposta Pedagógica, pois para a criança que está desenvolvendo a fala e a coordenação, a música é um ótimo instrumento a ser trabalhado. Segundo WALLON (apud DANTAS, 1992, p. 86), as reações de bem estar ou mal- estar da criança, se manifestam mediante essas descargas motoras indiferenciadas (reflexos) é que suscitam nos adultos que a cercam reações de natureza afetiva e emocional, provocando respostas a suas necessidades. Até os dois anos de idade a criança aprende a andar, a falar e a interagir mais com o mundo a sua volta. É o andar e a linguagem que darão oportunidade à criança de ingressar no mundo dos símbolos. Essa é uma etapa fundamental no desenvolvimento psíquico da criança. Pois é a linguagem que permitirá outra forma de exploração do mundo. Mas como seu pensamento ainda está em seu início, a criança necessita do auxílio dos gestos para se exteriorizar. Por exemplo: quando a criança fala de um presente que ganhou, uma bola bem grande, abre bem os braços para mostrar o tamanho da bola. Cantigas acompanhadas por gestos exercem grande fascínio nessa fase. Para BRÉSCIA (2003, p. 67) “a musicalização é um processo de construção do conhecimento, que tem como objetivo despertar e desenvolver o gosto musical, favorecendo o desenvolvimento da sensibilidade, criatividade, senso rítmico, do prazer de ouvir música, da imaginação, memória, concentração, atenção, auto-disciplina, do respeito ao próximo, da socialização e afetividade, também contribuindo para uma efetiva consciência corporal e de movimentação.” OBJETIVO GERAL Desenvolver estratégias dentro dos eixos temáticos Expressão Corporal e Linguagem, com o intuito de orientar e contribuir para a boa formação dos educandos, através do resgate das cantigas de roda, tentando proporcionar a estes uma convivência escolar e social mais harmoniosa. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Estimular o desenvolvimento da fala das crianças; Mostrar um repertório de músicas adequados para cada fase de desenvolvimento; Despertar o ritmo, a sensibilidade e a atenção pela música; Desenvolver a coordenação motora; Aguçar o gosto pela música; Favorecer a dicção através da articulação das palavras; Desenvolver a expressividade e equilíbrio; Ampliar o vocabulário; Ter noções de letras, números, cores; Proporcionar oportunidade para socialização e conseqüente desinibição. METODOLOGIA Escolher a cada mês as cantigas que irão ser apresentadas. Ensinar às crianças as letras das músicas. Colocar coreografia nas cantigas e ensinar os alunos. Ensaiar as cantigas e as coreografias. Apresentar para as outras salas as cantigas ensaiadas. Através da músicas vamos trabalhar vários conteúdos que já fazem parte da proposta pedagógica como: expressividade, equilíbrio, coordenação, apreciação musical, ampliar o vocabulário, fala, ouvir, alfabeto, números, cores, lateralidades. Com as cantigas o professor vai transformar a sala em um ambiente estimulante e prazeroso para se aprender. Pois seguindo a linha do Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil, a criança através da música expressa os sentimentos. E como temos crianças que ainda não falam, através das músicas podemos descobrir sentimentos bons e negativos que a criança está nutrindo. A cada início de mês a coordenadora junto com o professor irá escolher as cantigas e a coreografia a serem trabalhados e ensaiados na sala. Escolhida a cantiga, o professor irá juntar as cantigas com as outras músicas já cantadas diariamente. O coordenador marcará o melhor dia para as apresentações. A cantiga de roda não é só para passar o tempo, através dela podemos ensinar cor, letras, números de forma lúdica. RECURSOS Materiais: Livros Revistas. Papel cartão. EVA. ( confecção de máscaras e decoração de cenário ) Tinta guache. TNT Fantasias CD e DVD Aparelho de som, DVD e televisão Humanos: Professora, alunos, coordenadoras pedagógicas, diretora, entre outros. CRONOGRAMA Mês Escolha da cantiga de roda coordenador, professor, auxiliar Ensaio e confecção de materiais (máscaras, aventais...) sob supervisão da coordenadora Apresentação da cantiga para toda comunidade escolar Março Do dia 1º ao dia 06 Do dia 07 a 29 Dia 30 Abril Do dia 02 a 05 Do dia 09 a 26 Dia 27 Maio Do dia 02 a 04 Do dia 07 a 30 Dia 31 Junho Dias1º e 06 Do dia 11 a 28 Dia 29 Julho Dias 02 e 06 Do dia 09 a 30 Dia 31 Agosto Do dia 1º a 03 Do dia 6 a 30 Dia 31 Setembro Do dia 03 a 06 Do dia 10 a 27 Dia 28 Outubro Do dia 1º a 5 Do dia 08 a 30 Dia 31 Em cada dia será utilizada 01 hora/aula para o projeto. AVALIAÇÃO A avaliação ocorrerá todos os dias, observando se as crianças estão desenvolvendo as habilidades propostas. E ao final do projeto em outubro cada professor irá fazer um relatório dizendo o que as crianças desenvolveram. REFERÊNCIAS BRÉSCIA, Vera Lúcia Pessagno. Educação Musical: bases psicológicas e ação preventiva. São Paulo: Átomo, 2003. BRITO, Teca Alencar de. Música in Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998. DANTAS, H. A afetividade e a construção do sujeito na psicogenética de Wallon. In: La Taille, Yves de et al. Piaget, Vygotski, Wallon. Teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, 1992.

ARTIGOS

O desenvolvimento infantil e o papel do lúdico. LIMA, Helenilda Araújo de. Resumo O mundo do lúdico é um lugar privilegiado onde a criança está em constante exercício. É o mundo da fantasia, da imaginação, do faz-de-conta, do jogo e da brincadeira. Podemos dizer que o lúdico é um grande laboratório que merece toda atenção dos pais e educadores, pois é através dele que ocorrem experiências inteligentes e reflexivas, praticadas com emoção, prazer e seriedade. Através do brinquedo e das brincadeiras ocorre a descoberta de si mesmo e do outro, portanto, aprende-se. O brincar é o primeiro experimentar do mundo que se realiza na vida da criança. É no brincar que a criança esta livre para criar e é através da criatividade que o indivíduo descobre seu eu. Palavras-chave: lúdico, fantasia, emoção, brincar As brincadeiras, os brinquedos e os jogos fazem parte do mundo da criança. Através das atividades lúdicas a criança passa a perceber e aceitar o outro estabelecendo relações sociais construindo conhecimentos e desenvolvendo-se integralmente. No brinquedo a criança sempre se comporta além do comportamento habitual de sua idade, além do seu comportamento diário; no brinquedo é como se ela fosse maior do que é na realidade, como no foco de uma lente de aumento. O brinquedo contém todas as tendências do desenvolvimento, sob forma condensada, sendo, ele mesmo uma grande fonte de desenvolvimento. O brinquedo preenche necessidades da criança, necessidades entendidas como aquilo que é motivo para a ação. A criança satisfaz certas necessidades através do brinquedo e essas necessidades passam por um processo de maturação. O brincar intensifica a percepção infantil que, por sua vez, direciona seu pensar de maneira cada vez mais equilibrada, favorecendo aprendizagens ao longo de seu crescimento. Ao desenvolver potencialidades, a criança aprende a interagir, vencendo suas dificuldades, tomando decisões nas situações conflituosas. Então, as experiências, realizadas por meio das brincadeiras contribuem de forma elementar para a aquisição de conhecimentos, aprendizagem de maneira espontânea e prazerosa. A atividade lúdica para a criança não é apenas um passatempo ou simples diversão, mas um momento sério, pois está aprendendo o que ninguém pode lhe ensinar, descobrindo o mundo e as pessoas que a cercam. A capacidade de “fazer de conta”, de transformar um cabo de vassoura num cavalo, ainda que limitada, é um caminho que leva do raciocínio concreto para o abstrato e o uso de símbolos. Essa capacidade de simulação torna o brinquedo uma grande fonte de desenvolvimento para a criança. O importante é que as brincadeiras façam parte do cotidiano, do trabalho na educação infantil. Pode-se dizer que as brincadeiras e os jogos são as principais atividades físicas da criança; além de propiciar o desenvolvimento físico e intelectual, promove saúde e maior compreensão do esquema corporal. É jogando que a criança aprende a respeitar regras, limites, esperar a vez e aceitar resultados. Mesmo sem intenção, de aprender, quem brinca, aprende, pois se aprende brincando, é como construção social, a brincadeira é atravessada pela aprendizagem, uma vez que os brinquedos e o ato de brincar, a um só tempo, podem contar a história da humanidade e dela participar diretamente, evidenciando algo aprendido é disposição inata do ser humano. Analisando a literatura sobre o tema, vemos que o brincar ajuda a criança no seu desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e social, pois, através das atividades lúdicas, a criança forma conceitos, relaciona idéias, estabelece relações lógicas, desenvolve a expressão oral e corporal, reforça habilidades sociais, reduz a agressividade, integra-se na sociedade e constrói seu próprio conhecimento. É preciso que o educador tenha consciência que a atividade lúdica é necessária, pois, para que as crianças possam exercer sua capacidade de criar é imprescindível que haja riqueza e diversidade nas experiências que lhes são oferecidas nas instituições. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Referenciais Curriculares Nacionais para Educação Infantil. Secretaria de Educação Básica, 1997. MOYLES, J. R. Só brincar? O papel do brincar na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2002. SANTOS, S. M. P. et al. Brinquedoteca. O lúdico em diferentes contextos. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997. VYGOTSKY,L.S. A formação social da mente. SãoPaulo: Martins Fontes, 1991. A CONTRIBUIÇÃO DA MÚSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL LIMA, Helenilda Araújo de Resumo O uso da música na Educação Infantil ganha papel de destaque nos últimos anos. Isto porque passou-se a compreender que ela tem papel importantíssimo em diversos fatores que facilitam a aprendizagem, o desenvolvimento, a socialização das crianças. É muito mais fácil para a criança aprender quando associa algo uma música, pois ela tem um caráter lúdico, que faz com que a aprendizagem ganhe um caráter mais prazeroso. E a educação infantil deve explorar muito esta questão, pois a musicalização faz com que se desenvolvam também os aspectos afetivos e de socialização das crianças, além de fazer com que a alegria ganhe espaço no ambiente educacional. Palavras-chaves: música, infância, alegria, aprender. A maioria das pessoas tem na música importante aliada. Com certeza, todos nós temos um música que marca, emociona, alegra, encanta. Há aquelas que remetem à infância, que ouvíamos nossa avó cantar, aquela que lembra a escola, a outra que lembra um momento importante, enfim, se pararmos para pensar, veremos que nossa vida sempre tem uma trilha musical. Na verdade, isto faz parte da história humana. Desde os primórdios, já se criava sons, buscava-se maneiras de produzir música, e mesmo hoje nos lugares mais diversos, seja nos países desenvolvidos, seja em qualquer nação pobre, a música tem espaço importante. Assim, é natural que diversos pesquisadores tenham interesse em estudar o assunto. E todas as pesquisas tem demonstrado que a música tem influência primordial no desenvolvimento infantil. Há inclusive estudiosos que já demonstraram que mesmo no ventre materno a criança se acalma ou se agita de acordo com a música ouvida pela mãe. Também já foi demonstrado que a música traz estímulos muitos importantes para a criança. No caso da Educação Infantil, é possível usarmos a música para estimular, relaxar, interagir, dançar, aprender, pois ela também favorece a internalização de conhecimentos, a absorção de informações. Desta forma, compreendemos que a prática de inserir a musicalização nas creches e pré-escolas só traz benefício, seja promovendo o aprendizado de um instrumento musical, seja pela simples apreciação de canções, mas especialmente com a participação ativa da criança. Por isso, é fundamental que todo professor da Educação Infantil organize atividades musicais, faça com que a criança tenha esse contato tão importante desde cedo. Pela experiência já presenciada, podemos afirmar que esta prática só tem a trazer benefícios para todos. Afinal, é muito mais encantador um ambiente escolar em que haja alegria e a música é perfeita para proporcionar isso. Referências Bibliográficas CAVALCANTE, R. Música na cabeça. In: www.habro.com.br, acessado em 10 de fevereiro de 2004. SNYDERS, G. A escola pode ensinar as alegrias da música? São Paulo: Cortez, 1992. MOVIMENTO E CRIANÇA: INDISSOCIÁVEIS LIMA, Helenilda Araújo de Resumo Desde que nascemos, vamos aprendendo a explorar o mundo. De início, não divulgamos muito bem imagens, por isso o contato físico com o outro é essencial. Assim, os bebês tem necessidade de pegar os objetos, explora-los. E isto só é possível por meio do movimento. A partir de seu desenvolvimento, a criança vai expandindo os movimentos, primeiro engatinhando, depois andando, correndo. Mas o que não se pode é tolher isso que é nato do ser humano: movimentar-se. E a educação tem papel de fazer com que o movimento seja fonte de aprendizagem e socialização e não algo a ser apenas limitado. Palavras-chaves: criança, movimento, aprendizagem, educação. O movimento é algo inerente à infância. A criança, desde o seu nascimento vai buscando formas de fazer com que o movimento vá sendo aprimorando a cada dia por intermédio das experiências tais como engatinhar, pegar, correr, saltar, manusear objetos, entre tantos outros. O movimento humano não se resume apenas em um deslocamento e sim uma forma de linguagem corporal em que expressamos nossos sentimentos, emoções e pensamentos. O modo como se processa o movimento é o resultado da interação do homem com o meio, interações sociais e através do tipo de movimento é expresso as necessidades, interesses entre outros. O movimento está intimamente ligado à cultura na qual a criança está inserida. Desta forma, é imprescindível que as instituições de educação infantil se preocupem em propiciar um espaço adequado para que as crianças se sintam seguras para desenvolverem seus movimentos, vencendo os desafios. O trabalho com o movimento deve proporcionar à criança um desenvolvimento dos aspectos da motricidade e a ampliação da sua cultura corporal. As práticas pedagógicas na educação infantil definem variadas concepções da utilização e finalidade do movimento trabalhada em creches, pré-escolas e outras instituições. Algumas escolas, em suas práticas educativas, visando manter a ordem e a disciplina impõem às crianças rigorosas regras, limites no que diz respeito aos movimentos. É evidente que um dos papéis da escola é ensinar regras, mas não se pode extrapolar nisso. No início do desenvolvimento da criança, predomina a dimensão subjetiva da motricidade que se torna eficaz com pessoas das quais ela interage diretamente, a partir do momento em que a criança vai crescendo ela ganha autonomia para interagir diretamente. Os pais e os adultos que interagem diretamente com o bebê tem a grande responsabilidade em identificar os significados dos seus movimentos e essa identificação tornará possível através das observações no cotidiano. A primeira função da motricidade é a expressão das necessidades, desejos e estados, isso ocorre não apenas no bebê, como em crianças maiores através das brincadeiras. O corpo é um importante meio para expressar os sentimentos, inclusive até nos adultos em expressões faciais através das falas, gestos entre outros que varia de cultura para cultura. Assim, compreendemos que o trabalho pedagógico deve respeitar a expressividade e o movimento próprio da criança, pois um grupo disciplinado onde todos participam com envolvimento e mobilidade nas atividades propostas o que irá facilitar o professor planejar melhor a sua aula e não interpretado meramente como falta de disciplina. Afinal, não se pode esquecer que na infância predomina a dimensão subjetiva, e todo o futuro da pessoa será plantado enquanto criança e não se pode criar situações que a façam fechar-se ao mundo, mas pelo contrário é preciso fazer com que, por meio do movimento, ela consiga melhorar sua socialização. Referências bibliográficas MELLO, Maria Ap. A intencionalidade do movimento no desenvolvimento da motricidade infantil.. ASSER: São Carlos, vol.1, nº 01, novembro, 1996. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular Nacional para educação infantil: conhecimento de mundo. Brasília: MEC/SEF, 1998. v. 3 ALFABETIZAÇÃO: UM CAMINHO LONGO, MAS QUE NÃO PRECISA SER PENOSO LIMA, Helenilda Araújo de Resumo A alfabetização é o processo que leva a criança a iniciar o caminho para se tornar um cidadão pleno. No entanto, não pode ser algo mecânico, precisa ser articulado com o cotidiano. Deve estar de acordo com a realidade da criança e não ser voltada apenas a decorar letras e sim aprender a importância do conhecimento do mundo da leitura e escrita. Palavras-chaves: alfabetização, criança, caminho, escrita-leitura Em nossa cultura quanto mais abrangente a concepção de mundo e de vida mais intensamente lemos e agimos sobre aquilo que nos cerca, e a escrita foi a grande conquista da humanidade, a leitura associa-se à forma de ver o mundo e de agir sobre ele. Ninguém nasce sabendo ler; aprende-se a ler à medida em que se vive, pois a leitura associa-se a forma de ver o mundo. A alfabetização começa muito antes da criança entrar na escola. Ela inicia-se a partir do seu nascimento, logo que ela se depara com a face dos pais, das pessoas com as quais convive e com os objetos que estão a sua volta. À medida que vai crescendo, a criança vai fazendo sua primeira leitura, a leitura de mundo. Quando ela inicia a sua escolaridade, espera aprender rapidamente a ler e escrever. Essa também é a expectativa dos pais. No entanto, o aprendizado da escrita requer tempo, maturidade e paciência. Requer pelo ritmo de cada um. Deve ocorrer como um processo natural, que não pode e nem deve ser precipitado, tem que ser estimulado e proporcionado de forma natural e prazerosa. Quanto mais cedo a criança é exposta a situações de uso da leitura e escrita mais rápido e melhor se alfabetizará. Sabe-se o quanto é necessário ter o domínio da língua oral e escrita para a participação social efetiva, pois é através dela que o ser humano se comunica, se expressa, tem acesso a informações e defende pontos de vista, partilha ou constrói visão de mundo, produz conhecimentos. Hoje, sabe-se que a aquisição do processo de leitura envolve aspectos sensoriais, emocionais, intelectuais, fisiológicos, neurológicos, bem como culturais, consistindo na correlação entre os sons e os sinais gráficos e a compreensão do conceito ou idéia. Tanto a fala quanto a leitura não são comportamentos naturais, mas consistem num processo adquirido a longo prazo, que depende não apenas das circunstancias dos estímulos do meio em que a criança está inserida, mas também de fatores diversos que, somados, determinarão o sucesso ou o fracasso na aprendizagem. É por isso que devemos ver a alfabetização como um processo de construção, assim como nos ensina FERREIRO (1995, p.7) “o processo de alfabetização nada tem de mecânico, do ponto de vista da criança que aprende. A criança constrói seu sistema interpretativo, pensa, raciocina e inventa buscando compreender esse objetivo social complexo que é escrita.” Inicialmente, na leitura, ocorre envolvimento da discriminação visual dos símbolos impressos e associações entre a palavra impressa e o som. A escrita, por sua vez, é uma das formas superiores da linguagem; requer que a pessoa seja capaz de conservar a idéia que tem em mente, organizando-a numa determinada seqüência e relação. Alfabetizar é um processo muito mais complexo do que muitos possam supor. Até porque, a escrita não é um produto escolar, mas, um objeto cultural, esforço coletivo da humanidade. Por isso, ser alfabetizado vai muito além da mera decodificação de sílabas. É “a habilidade de um indivíduo de ler, escrever e falar (...), computar e resolver problemas em níveis de proficiência necessários para funcionar no trabalho e em sociedade, para atingir seus objetivos e desenvolver seu conhecimento e potencial” (MOREIRA, 2003, p.61). Conclusões A leitura e a escrita são, na sociedade contemporânea, condições fundamentais para se ter acesso às oportunidades que o mundo oferece. Para que isso seja possível, a criança precisa ser apresentada a este universo. Mas esta apresentação não pode ser voltada apenas a decorar letras, mas realizar um trabalho que parta do cotidiano do aluno e que ofereça verificar que a alfabetização algo bom e não um caminho tortuoso. Mas que acima de tudo devemos lembrar que “a alfabetização é um processo que nunca termina” (CAVALCANTE, 2006). Referências bibliográficas FERREIRO, Emília. Reflexões sobre Alfabetização, Questões da nossa Época. 24ª ed. 7ª imp. Cortez, São Paulo SP. MOREIRA, Daniel Augusto. Analfabetismo Funcional: O Mal Nosso de Cada dia. São Paulo: Pioneira Thompson Learning, 2003. CAVALVANTE, Meire. Alfabetização: todos podem aprender. Nova Escola. São Paulo, a. 21, n.190, mar. 2006. Disponível em

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Projeto "Cantigas de Roda"-educando através da musicalização e resgate das tradições...

Os jacarés da musiquinha do indiozinho...

Seu lobato e seus bichinhos...

Soldadinhos descansando....

Princesinha querida....

bruxinha mais linda!!!!

Rei e rainha ...

Desfilando alegria!!!!

Soldadinhos desfilando...


Na fantasia a expectativa de uma nova historia... 

Identificando ...


Borboletinhas de todas as cores...

Sempre muito lindas!!!


É no faz-de-conta que a vida se apresenta e a magia da imaginação
se propaga...ser criança é mesmo uma festa!!!

Criança pequena tambem canta o hino Nacional...

Às terças-feiras, às 08 horas, toda a escola
se mobiliza para cantar o hino nacional...

Todas as salas são responsáveis pelas bandeiras,
alternando-se semanalmente, todos cuidam
das bandeiras, enquanto ouvem o hino...

O peso da responsabilidade compartilhado
entre todos os alunos...cidadania e patriotismo
 se aprende desde cedo  aqui  no C.E.F.E.K.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

LIGA PELA PAZ NAS ESCOLAS-APRESENTAÇÃO CULTURAL

TODAS NA MAIOR ALEGRIA...

PRONTINHAS PRA INICIAR A APRESENTAÇÃO...

LINDAS !!!!

GRACINHAS!!!!

NA EXPECTATIVA DOS APLAUSOS

SUCESSO ABSOLUTO!!!!
NOSSAS PEQUENAS ARTISTAS,LINDAS APRESENTANDO UMA COREOGRAFIA DA MUSICA "A PAZ"...FOI MUITO LINDO MESMO!!! PARABÉNS!!!